A nova rota da seda: Confira como pode te impactar

Apesar da pandemia do coronavírus ter freado o projeto da nova rota da seda, a China permanece com a iniciativa de ampliar as suas relações comerciais com a Europa, Ásia e África. Mas e como o Brasil fica nesse cenário?

Se você tem interesse no assunto e quer saber mais sobre o tema continue lendo este artigo e confira nos tópicos a seguir como a nova rota da seda pode impactar importadores e exportadores brasileiros.

  • O que foi a rota da seda
  • Qual é a nova rota e porque ela é importante
  • Impactos da nova rota a importadores e exportadores

O que foi a rota da seda

A rota da seda foi de extrema importância no mundo antigo, não só para o comércio de produtos como também para a troca de conhecimento entre o ocidente e o oriente. Há mais de dois mil anos, o trajeto se constituía em rotas comerciais que eram situadas de maneira estratégica.

Assim, era formada por uma imensa rede de postos comerciais e mercados. O seu objetivo era o de facilitar a venda dos mais variados tipos de mercadorias, bem como armazená-las e distribuí-las para toda a Europa e Ásia.

O nome rota da seda deu-se porque esse tecido, amplamente comprado por inúmeras pessoas, por muito tempo, foi produzido exclusivamente pela China. E já que o país guardava o segredo da produção, consiga comercializá-lo por altos valores.

Apesar da denominação que o trajeto recebeu, a seda era apenas um dos tantos artigos vendidos. Por esse caminho era possível encontrar de tudo, como outros tecidos, pele, animais, ouro, prata, armas, pólvora e, claro, as famosas especiarias.

Por consequência da rota da seda, houve o surgimento e o desenvolvimento de diferentes civilizações, a exemplo não só da China como também do Egito Antigo, Pérsia, Mesopotâmia, Roma, Índia e outras importantíssimas para a história da humanidade.

No entanto, no começo do século XIV, a rota da seda começou a perder a sua relevância, em especial, devido ao declínio do Império Mongol, que dominava a região. Com isso, os Otomanos ganharam espaço e boicotaram o comércio entre ocidente e oriente.

Para encontrar novas rotas, iniciou-se a era das grandes navegações que deram origem ao descobrimento de novos povos em todo o mundo.

Qual é a nova rota e porque ela é importante

Durante o período em que existiu a rota da seda, a China era o grande centro da economia. Embora já se tenha passado séculos, a verdade é que esse país busca retomar essa posição, o que vem fazendo ao longo dos últimos anos, quando tem aumentado a sua participação no cenário internacional.

Tanto que hoje a China é a segunda maior economia do mundo e continua ampliando os seus investimentos em outras regiões. Principalmente, com o que é chamado de nova rota da seda ou One Belt, One Road, que pode ser traduzido como um cinturão, uma estrada.

A ideia do projeto, apresentado pelo presidente Xi Jinping, em 2013, tem como proposta o investimento de 1 trilhão de dólares em novas rotas comerciais terrestres e marítimas ao redor do mundo. Também já existe uma data para efetivar o projeto, que é o ano de 2049.

Para tanto, inicialmente, o foco e investir em infraestrutura, com a construção de portos, estradas, ferrovias, gasodutos, aeroportos e usinas de energia. Essas obras de transporte e infraestrutura têm como objetivo conectar a Europa, o Oriente Médio, a Ásia e a África.

Para efetivar a nova rota da seda, dezenas de países fazem parte da iniciativa. Eles integram o Fórum Internacional sobre a nova Rota da Seda, assim como os líderes da ONU – Organização das Nações Unidas, do FMI – Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e demais entidades internacionais.

Impactos da nova rota a importadores e exportadores

Mesmo que o projeto da nova rota da seda tenha como foco aumentar os caminhos de comércio com a Europa, Ásia e África, desde o seu lançamento, a China afirma que todos os países são bem-vindos.

O Chile até esteve presente no Fórum Internacional da Rota da Seda de 2017, mostrando interesse em participar. Embora o Brasil não tenha participado do evento, a China é ainda o seu principal parceiro econômico.

Afinal, é o país para o qual o Brasil mais exporta variados tipos de produtos, além de ser o segundo de quem o Brasil mais importa mercadorias.

Portanto, se o país não aderir à nova rota de seda pode ser muito prejudicial tanto para os exportadores quanto para os importadores, ainda mais porque, atualmente, as relações diplomáticas entre as duas nações estão bastante tensas.

Por outro lado, devido à pandemia do coronavírus, muitas obras do projeto foram paralisadas, de modo que não se sabe ainda se e como a nova rota da seda vai efetivamente ocorrer.

De qualquer forma, é importante que importadores e exportadores mantenham boas relações com a China se desejam permanecer negociando mercadorias com o país.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *