Dicas de Importação e Exportação: Como Importar e Exportar dos EUA

A China vem se tornado um grande nome no meio do Comércio Exterior nos últimos anos. O país se tornou uma grande potência mundial, e devido a isso elaboramos alguns textos com dicas de importação e exportação para China aqui no blog. Confira: 5 Dicas Básicas de Importação De Produtos Da China: Entenda A Que Ficar Atento e 6 Dicas para Importar da China

Porém, além de a China ser essa grande potência, os EUA ainda estão entre os primeiros países com foco no comércio exterior. Com isso em mente, dedicaremos uma série de textos para explicar como funciona a relação de importação e exportação entre EUA e Brasil.

Esse primeiro texto trará informações introdutórias sobre o tema para você se inteirar.

Contexto

Os Estados Unidos e o Brasil assinaram em março de 2011 o Acordo de Cooperação Comercial e Econômica para aumentar a cooperação entre os países e facilitar a importação e exportação. Desse modo, o acordo ampliou a relação direta de comércio e investimento.

O acordo forneceu uma estrutura para aprofundar a cooperação em uma série de questões de interesse mútuo, incluindo inovação, facilitação do comércio e barreiras técnicas ao comércio.

Ao longo desses anos, com as trocas de presidentes em ambos os países, ocorreram diferentes alinhamentos entre Brasil e Estados Unidos. Porém, o comércio e os investimentos não paralisaram. Além disso, durante a posse do último presidente eleito brasileiro foi declarado o interesse de reaproximação e o começo de novas etapas na relação bilateral.

Sendo assim, o fluxo de comércio entre os dois países tende a se tornar mais promissor para os dois lados. E essa pode ser a oportunidade para o seu negócio. Dessa forma, vamos listar alguns fatores importantes para os interessados ​​em exportar ou importar dos EUA.

O comércio de serviços com o Brasil (exportações e importações) totalizou US$ 33,6 bilhões em 2017. As exportações de serviços foram de US$ 26,4 bilhões; as importações de serviços foram de US $ 7,2 bilhões. O superávit comercial dos serviços dos EUA com o Brasil foi de US$ 19,2 bilhões em 2017.

Ressaltamos que tanto importações quanto exportações exigem registro no Siscoserv desde 2013 a pessoas físicas e jurídicas, então fique atento a esta exigência.

Fatores importantes para os interessados ​​em importar dos EUA

  • O Brasil foi o 17º maior fornecedor de importação de bens dos Estados Unidos em 2017.
  • Além disso, as importações de bens dos EUA do Brasil totalizaram US$ 29,5 bilhões em 2017. Um aumento de 13,0% (US$ 3,4 bilhões) em relação a 2016, e 15% a mais que 2007. As importações americanas do Brasil representam 1,3% das importações totais dos EUA em 2017.
  • As principais categorias de importação em 2017 foram: combustíveis minerais (US$ 4,4 bilhões), outros especiais (US$ 3,2 bilhões), ferro e aço (US$ 2,8 bilhões), aeronaves (US$ 2,6 bilhões) e máquinas (US$ 1,8 bilhão).
  • As importações totais dos EUA de produtos agrícolas do Brasil totalizaram US$ 3,2 bilhões em 2017. As principais categorias incluem: café, não torrado (US$ 1,1 bilhão), sucos de frutas e vegetais (US$ 365 milhões), carnes vermelhas (US$ 234 milhões), tabaco (US$ 199 milhões) e óleos (US$ 117 milhões).
  • As importações americanas de serviços do Brasil foram estimadas em US$ 7,2 bilhões em 2017. Onde 6,9% (US$ 534 milhões) menos que em 2016, mas 106% acima dos níveis de 2007. Sendo assim, as principais importações de serviços do Brasil para os EUA foram nos setores de propriedade intelectual.

Logística de Importação

No caso Brasil e EUA, a logística da importação pode ser realizada de duas formas: aérea ou marítima. Acompanhe a seguir os dados e características de cada uma.

  • Importações aéreas

Esta logística tem como principal rota de saída a Flórida. Os embarques aéreos de Miami para São Paulo têm fretes muito baixos, devido ao alto volume de cargas e número de vôos. Aliás, destacamos outros aeroportos com vôos frequentes para o Brasil como: Atlanta, Dallas, Nova Iorque, Chicago e Los Angeles.

Um comparativo muito superficial de preços em comparação com voos da China, por exemplo, exemplifica essa competitividade. Uma tarifa aérea da China para SP, poderia ter um preço médio de USD 5 ou 6 por kg e quando sai de Miami para GRU sairia USD 1 por kg. Dessa maneira a competitividade do frete aéreo fica muito explicita.

É importante destacar que os fretes são sempre mais baratos para exportadores cadastrados no órgão chamado TSA, que são “known shippers” ou “embarcadores conhecidos”. Em breve teremos um novo conteúdo no blog dando mais detalhes sobre tal registro.

  • Importações marítimas

O frete marítimo vindo dos Estados Unidos é uma ótima opção devido ao baixo custo – em termos gerais – e ao prazo mais curto em relação à China (cerca de 13 dias, enquanto na China são aproximadamente 30 dias).

A Florida, assim como no transporte aéreo, é a melhor rota marítima. Sendo que o principal porto de entrada e saída de cargas é o Porto de Everglades. Além disso, o frete marítimo LCL é também é muito competitivo. Em uma carga consolidada, por exemplo, pode chegar a aproximadamente USD 25 por ton ou m³.

Concluindo

Em suma, o Acordo de Cooperação Comercial e Econômica aumentou a cooperação em comércio e investimento entre os Estados Unidos e o Brasil, facilitando a importação e exportação. Assim, o acordo faz com que o fluxo de comércio entre os dois países seja promissor para os dois lados.

Em nosso dia a dia, aqui na Venus Cargo, temos notado alguns desafios nas importações de nossos clientes no que diz respeito a logística interna nos EUA. Tivemos relatos de falta de profissionais para dirigir os caminhões, e isso tem causado impactos na oferta e aumento nos preços de transporte interno.

A região da costa Oeste tem sofrido mais com esse impacto, pois se pensarmos que o melhor porto para embarque é o de Everglades, a carga tem que cruzar via caminhão o país inteiro, e isso geralmente leva muito tempo.

Mas, existem alternativas que funcionam muito bem como o transporte ferroviário e portos secos. Mesmo dependendo do transporte de caminhões para chegar até as ferroviárias e portos secos, como as distâncias a serem cobertas são menores, se tornam alternativas bem favoráveis.

Como puderam perceber, importações e exportações para os EUA podem se tornar negócios interessantes. Vale estudar viabilidades para o seu negócio, lembre-se de consultar seu agente de cargas para entender a melhor rota de importação e/ou exportação de seu produto.

Acompanhe a nossa série de textos para explicar como funciona a relação de importação e exportação entre EUA e Brasil. Deixe seu comentário!

2 thoughts on “Dicas de Importação e Exportação: Como Importar e Exportar dos EUA

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *