Entrevista com Empreendedores: Rodrigo Fixcomm – Parte 2

Como comentamos estamos começando uma série de matérias novas aqui no blog. Trata-se de entrevistas com empreendedores clientes que tiveram experiências interessantes de negócios e importação. Nossa intenção é dividir com vocês vitórias e desafios de quem já viveu e ainda vive o empreendedorismo e a importação/exportação como estratégia de negócio.

A primeira conversa foi com o Rodrigo Alves, da Fixcomm. Separamos o conteúdo em 2 posts diferentes, esse texto faz parte da continuação da conversa. No primeiro texto focamos em perguntas mais direcionadas ao negócio do Rodrigo e em seu processo de importação.

Nesse texto vamos falar um pouco sobre investimento para o negócio e os próximos passos para a Fixcomm. Confira tudo:

Quais foram os maiores entraves que você encontrou no seu processo empreendedor e importador?

Sinceramente? Nenhum entrave. Isso porque eu sempre fui uma pessoa agressiva e que aposta muito alto. Para você ter uma ideia, tudo que eu tenho hoje está na Fixcomm, eu não tenho como voltar para trás. Só posso olhar para frente e cada vez investir mais.

Eu já percebi caso de brasileiros que tem entraves principalmente na parte financeira, idioma e foco. Quanto ao dinheiro você consegue buscar investimentos e o idioma você tem que se capacitar. Agora o foco, você tem que saber muito bem o que você quer e isso é mais intangível.

Nas minhas viagens para feiras percebi muitos brasileiros indo viajar e gastando muito dinheiro. Eu fui viajar e fiquei 4 dias trabalhando sem parar. Nas outras viagens foi assim também, enquanto o trabalho não termina e eu não atingi os objetivos da viagem que buscava, não tem lazer.

Como você superou os entraves financeiros?

Eu abri a empresa em 2011 e fui ter um limite bancário de R$5000,00 depois de 3 anos. Ou seja, dependia totalmente de capital de pessoa física. Fui atrás de família e amigos, nunca tive vergonha de pedir emprestado, mas sempre pagando algo justo em retorno. Dependendo do prazo calculava 3% ou 5% sempre pensava numa alternativa que seria justa para ambas as partes.

Os grandes investimentos que tive, foram com pessoa física. Eu não negociei com o banco, já cheguei a ter sócio investidor, mas também não deu certo. Desenvolvi meus investidores e hoje quando preciso busco por eles.

Se eu tivesse uma linha de crédito interessante talvez recorreria a ela e talvez cresceria mais rápido. Porém, atualmente esses investidores fazem mais sentido para o meu negócio.

Quando você recorre ao investimento em pessoas físicas você tem que apostar muito no seu negócio e acreditar muito em você, não é?

É. Mas para ser bem sincero a Fixcomm tem uma ótima reputação no mercado e isso facilita o processo. Eu tinha que trazer peças específicas de alta qualidade que o mercado interno não atendia. Para você ter uma ideia, uma grande fabricante de telefonia celular, entrou em contato com a gente faz umas 3 semanas buscando um processo de recondicionamento de vidro. Isso para a gente é muito legal, um fabricante deste porte entrando em contato conosco.

Então quando entro em contato com um investidor eles já conhecem a gente. Isso facilita muito o processo. Ou seja, nossa credibilidade e reputação no mercado viabilizam investimentos e os negócios em si.

Qual foi a maior descoberta para você como empreendedor durante esse tempo de negócio?

A maior surpresa foi eu ter entendido que tinha algumas qualidades, características pessoais, que eu não sabia que tinha. Eu sou uma pessoa boa em negociação e não sabia que era e nunca imaginei que era. Porém, a necessidade do negócio me ajudou a desenvolver e perceber isso em mim.

Quando o sócio que abriu a empresa comigo saiu do negócio me vi tendo que me tornar um técnico também. Ou seja, antes era só administrador e hoje também sou um excelente técnico.

Outra coisa que me surpreende é a facilidade que a gente tem de fazer negócio. Consigo fazer boas compras e vendas de produtos. Não tenho dificuldade em encontrar ótimos parceiros de negócio.

Acho que isso acontece também porque estamos inovando no segmento. Criamos uma solução de reparo que não existia no mercado, criamos a solução de troca de vidro que também não existia e montamos uma fábrica que ninguém tem.

Acho que isso é o que mais tem me surpreendido.

Quais são os próximos passos para a Fixcomm?

Expandir para fora do País. Nosso negócio é internacional, tudo o que eu faço aqui de reparo, peças e vidro é internacional. Eu quero ter uma possibilidade, isso não quer dizer que eu vá ficar lá, mas quero ter uma empresa, uma conta bancária. Tudo que facilite colocar em execução as oportunidades que surgem.

Depois da última visita percebi que tenho uma facilidade de fazer negócio nos EUA e a expectativa foi muita boa. A tendência do nosso negócio é expandir.

Concluindo

Sabemos que o processo empreendedor de cada pessoa é muito particular, mas foi muito interessante conhecer a história do Rodrigo e de como ele vem solidificando seu negócio. Sem dúvida foi inspirador conhecer um empreendedor tão apaixonado pelo seu negócio e pelo seu processo empreendedor.

Com a experiência do Rodrigo aprendemos mais sobre foco, determinação e muita vontade de fazer acontecer. Foi interessante ver como ele buscou investimento para seu negócio quando não podia contar com os meios convencionais como os bancos. A história dele mostra que é possível pensar de maneiras diferentes e inovadoras para fazer seu negócio acontecer.

Ficamos empolgados com o futuro da Fixcomm, muito sucesso para vocês!

Quer conhecer a Fixcomm de perto? Acesse a página deles para maiores informações.

(Esse texto faz parte da continuação do post do dia 09/05/2018, para conferir a primeira parte clique aqui)

Gostou? deixe um comentário!

One thought on “Entrevista com Empreendedores: Rodrigo Fixcomm – Parte 2

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.