O efeito da pandemia no comércio internacional

A pandemia do COVID-19 afetou o mundo todo, em diversos aspectos. O mercado internacional foi um dos setores mais impactados, tendo em vista a redução na circulação de pessoas, o corte de pessoal e redução nas vendas.

Mas o comércio exterior tem demonstrado grande resiliência no cenário da pandemia. Nesse guia vamos abordar os efeitos da pandemia no comércio internacional. Descubra como esse segmento está reagindo e qual é o diagnóstico atual.

As primeiras expectativas

Quando a pandemia estava em sua fase inicial, com o fechamento de cidades inteiras ao redor do mundo, surgiram as primeiras estimativas, no que se refere ao mercado exterior.

Como era de se esperar, essas estimativas não foram boas. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em pesquisa feita no começo de 2020, a queda nas exportações seria da ordem de 11% a 20%.

Ainda de acordo com a instituição, as vendas brasileiras no mercado internacional seriam inferiores a US$ 200 bilhões. Os possíveis e prováveis impactos da pandemia levantaram um alarme na comunidade de importadores e exportadores.

O cenário atual

Com o desenrolar da pandemia, os números foram se tornando mais otimistas. Enquanto setores da economia viram seus resultados reduzidos consideravelmente, o comércio exterior decolou em diversos aspectos.

As estimativas anteriores se mostraram incorretas, na medida em que a exportação de determinados produtos aumentou, na contramão da crise gerada pelo COVID-19. Muitos produtos tiveram aumento de faturamento superior a 100%.

Entre os produtos mais lucrativos para os players do mercado internacional estão as frutas ricas em vitamina C. As pesquisas envolvendo esse nutriente, relacionando-o à resistência ao coronavírus, fizeram o consumo aumentar no primeiro semestre de 2020.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no primeiro semestre do ano passado as exportações de tangerina tiveram um salto de 158%, ao passo que as exportações de limão aumentaram em 132% e de laranja em 12%.

Não são apenas as frutas

Além do aumento das exportações de fruta, especialmente as ricas em vitamina C, tivemos aumento também no comércio internacional de hortaliças.

Alguns produtos como o tomate, a cenoura e a batata tiveram alta de 300% no primeiro semestre de 2020, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Mais uma vez o comércio exterior demonstrou a sua força.

Exportação de carnes

No começo da pandemia as exportações de carne bovina sofreram com as restrições impostas pela China, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil. O aumento significativo de casos no território nacional criou receio no governo chinês.

No entanto, a reabertura aconteceu, inicialmente com a liberação do frigorífico Agra, em Rondonópolis, MT.

Mais recentemente houve a liberação dos frigoríficos de Três Passos e de Passo Fundo, especializados em suínos e frangos, respectivamente. As unidades são propriedade da JBS, no Rio Grande do Sul.

Conclusão

Como é possível notar, o comércio exterior tem demonstrado grande força, contrariando as estimativas iniciais. Existem sim segmentos do comércio exterior que estão enfrentando dificuldades, mas as oportunidades estão surgindo.

Mesmo segmentos que não são diretamente relacionados com a pandemia conseguiram de uma forma ou de outra se manter relativamente estáveis.

A expectativa atual é de continuidade do crescimento das exportações, especialmente com a retomada da economia. A vacinação em massa tende a alavancar ainda mais os resultados dos importadores e exportadores. Acompanhe nossas postagens para saber mais.

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