Crise energética na China e os impactos no comércio internacional

Com o possível controle da pandemia em muitos países, as atividades econômicas em todo o mundo começam a voltar à normalidade. No entanto, a paralisação de muitos setores no último ano não torna fácil essa retomada

A demanda mundial está crescendo e nem todos os setores conseguem produzir na velocidade que precisariam. Junto a isso, há muitos problemas, como a crise energética que afeta diversos países. Mas para quem exporta e importa, um dos principais entraves está na relação com a China.

O país asiático também passa por uma grave crise na sua produção de energia, causando um efeito dominó que prejudica não só a sua produção interna como o seu compromisso com a exportação de itens essenciais para muitos países.

Portanto, se você quer entender melhor a crise energética na China e os impactos no comércio internacional confira as informações presentes nos tópicos a seguir.

  • Panorama da crise energética da China
  • Impactos para o Brasil

Panorama da crise energética da China

O país asiático é um dos principais parceiros do Brasil no comércio internacional e sofre nos últimos meses uma crise no fornecimento de energia que cresce a cada dia.

O cenário está provocando tanto apagões em residências quanto exigindo que as fábricas reduzam ou mesmo paralisem temporariamente a sua produção.

A situação está levando a uma desaceleração da vasta economia chinesa e, por consequência, pressionando ainda mais as cadeias de fornecimento do mundo todo. Afinal, além da crise energética na China, continua o engarrafamento de contêineres e o aumento do preço do frete.

Como comentamos em outros conteúdos, isso ocorre porque, com o início da pandemia, em 2020, muitos setores da economia paralisaram ou diminuíram consideravelmente a sua produção. Assim, com a maior flexibilização dos últimos meses e as atividades industriais voltando à normalidade, cresceu imensamente a demanda por energia.

Além disso, o preço do gás natural aumentou na China, em decorrência da lei da procura e da oferta, uma vez que o país conta com metas rigorosas para reduzir as emissões de efeito estufa. Nesse cenário, os principais afetados são a indústria do alumínio, a têxtil e da soja.

Muitas empresas são orientadas pelo governo a paralisarem as suas atividades em alguns dias da semana, para controlar o gasto de energia no país.

Impactos para o Brasil

Como é de se prever, a crise energética na China tem causado impactos no Brasil, principalmente, para os importadores brasileiros que compram fertilizante da China, por exemplo, e não estão mais conseguindo abastecer o mercado nacional.

Além do agronegócio, a mineração e o setor de energia são outros prejudicados. A mineração é afetada devido às cotações internacionais em queda, já que como comentamos o setor de energia sofre em decorrência dos altíssimos preços do gás natural.

E mais, a China é a maior produtora de equipamentos para a geração de energia solar. Desse modo, empresas que previam investir nesse tipo de energia podem ter que adiar os seus planos.

Vale lembrar que o Brasil também passa por uma crise energética e a energia solar está se tornando cada vez mais bem-aceita tanto por empresas quanto por consumidores finais. No entanto, sem os equipamentos necessários é inviável promover uma mudança na matriz energética do país.

Em meio a esse cenário, especialistas enxergam uma oportunidade importante para o Brasil, que pode passar a exportar produtos manufaturados para a China e não apenas matérias-primas brutas. Essa atitude elevaria em muito o valor agregado de suas exportações.

De qualquer maneira, podemos concluir que efeitos climáticos aliado com a acelerada produção mundial estão causando impactos importantes no comercio internacional forçando grandes mudanças. Cabe a nós entender e tentar identificar oportunidades diante desses desafios.

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